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† Mensagem De Natal do Santo Sínodo dos Bispos da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia ao Venerável Clero, aos amantes de Deus Mo...

Mensagem de Natal 2018/19



Mensagem De Natal do Santo Sínodo dos Bispos da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia ao Venerável Clero, aos amantes de Deus Monges e Monjas e a Todos os Fiéis da Santa Igreja Ortodoxa da Polônia


Cristo nasce!

Eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo (Lc 2: 10)

Com essas palavras o Anjo anunciou à terra pecadora e a seus habitantes o grande e glorioso mistério divino da vinda ao mundo do Filho de Deus, o Cristo Salvador. O anúncio do Anjo contém a verdade sobre a nossa salvação. Por que a vinda ao mundo do Salvador é a grande alegria? São João Chrisóstomo diz: “...é chegada a festa das festas e todo o universo se enche de alegria, pois o Nascimento abriu os céus, ele dissipa a escuridão e toda impureza. Por isso também o céu e a terra festejam e alegram-se, glorificando a vinda de Deus à terra.”

No Conselho da Santíssima Trindade manifesta-se o amor ao homem decaído e Deus envia o Seu Filho, para que todo aquele que n’Ele crê tenha a convicção exata sobre Deus, e através do conhecimento de Deus entre em comunhão com Ele e tenha a vida eterna (Jo. 3: 16).

Deus, que vive na luz inacessível, na noite de dezembro revelou-se ao mundo. O homem contemplou o glorioso mistério de Deus no homem, do Criador na criação, do Senhor dos céus e da terra à imagem de um servo, na humilde manjedoura em Belém. Com a Sua vinda, Deus não revela o poder e a glória, para não fazer perecer a humanidade. Deus não revelou-Se no fogo, com estrondo e trovão, para não consumir a humanidade. Ele, o Senhor dos céus e da terra, revelou-se como um recém-nascido na humilde gruta em Belém. Ele, o Recém-Nascido, veio para realizar aquilo para o que os Anjos desejam bem atentar (I Ped. 1: 12), ou seja, para realizar a grande obra da restauração da natureza humana pela redenção. Cristo, sendo a imagem de Deus, aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, [...] humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz (Filip. 2: 7-8).

Irmãos e Irmãs! Na vinda à terra do Cristo Salvador foi traçada a verdade da Revelação Divina. O Salvador disse: “Eu lhes fiz conhecer o Teu nome e lho farei conhecer mais” (Jo. 17: 26). Isso significa que nós, povo da fé, possuímos conhecimento de Deus por Jesus Cristo. Por isso também, rejubilando-nos na noite do Divino Nascimento, a Ele rendemos glória e ação de graças. Sabendo de tudo isso, e tendo a Luz da razão de Cristo, com toda nossa alma absorvemos a vinda de Deus.

Irmãos e Irmãs! O tempo corre, muitas coisas mudam na vida, mas Cristo permanece imutável. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente (Heb. 13: 8). Ele é o mesmo no amor e na misericórdia para com o gênero humano. Pare Ele dirigem-se incessantemente milhões de corações humanos. Assim será até o fim do mundo. Ele recebe a todos: Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei […] e encontrareis descanso para a vossa alma (Mt. 11: 28-29).

Recordemos as palavras de São Simeão: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos (Lc. 2: 34). Com a sua profecia, São Simeão afirma que a coroação da relação entre o homem e Cristo está na queda ou elevação de muitos. Para uns, Ele é a eterna Luz, a eterna Verdade e o imutável Amor, para outros, é objeto de escândalo, de descrença e de negação. A profecia do ancião Simeão cumpriu-se e continua a cumprir-se. O Verbo de Deus diz: Na pureza do vosso coração buscai o Senhor (Deu. 10: 12; Jer. 29: 13; Salm. 18: 8; Mt. 10: 13; II Cor. 11: 3)

A cerca disto, sirvam-nos de exemplo os Magos do Oriente, que na pureza do seu coração e numa relação sincera encontraram-No, conheceram e permaneceram com Ele para sempre.

Irmãos e Irmãs! Hoje ele nos são um exemplo a seguir. O mundo atual é o fogo de um vulcão que destrói a ordem mundial. O mundo está cheio de devassidão, infâmia, crise moral, inimizade.

Não se entristeçam os vossos corações. Recebamos tudo isso com fé e esperança na Providência Divina. Àqueles que amam ao Senhor, Ele concede a paz à alma e os revela o seu auxílio universal. Basta que o homem, em sua vida, entre no bom caminho de Cristo, e Ele reinará em sua alma. É necessário lembrar sempre, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação (II Cor. 5: 19). A reconciliação com Deus abre ao homem o caminho para a conciliação com a sua própria consciência, a qual, segundo o ensinamento dos Santos Padres, é a voz de Deus no homem. A paz interior, o “estado de espírito repleto de amor” (S. Gregório de Nissa), manifesta-se na ação interior dos filhos da paz (Lc. 19: 6) e traz os seus frutos em todas as esferas da vida humana, na vida particular, familiar, social e internacional, iluminando e aquecendo todo o complexo das relações humanas.

Este é também o nosso caminho ortodoxo de vida.

Irmãos e Irmãs! Terminamos o ano de 2018. Este foi um período importante na vida da nossa pátria e da nossa Igreja. Foi o ano do centenário da aquisição da independência pela nossa pátria. Neste período a Igreja Ortodoxa adquiriu a autonomia, ou seja, a autocefalia. Recordamos também das dificuldades vividas pela nossa Igreja, a destruição de nossos templos, diversos tipos de perseguição e opressão.

Entramos no ano de 2019, no qual completam-se 80 anos do começo da 2ª guerra mundial, que destruiu a nossa Igreja até os seus fundamentos. A guerra atingiu todos os elementos da vida em igreja. Na Igreja restou apenas, em prisão domiciliar, o metropolita e um bispo. A vida monástica foi destruída, escolas religiosas foram fechadas, as paróquias foram deixadas sem clérigos, os quais experimentaram prisões e desalojamentos.

Hoje, graças a Deus, temos 10 bispos no país e 2 no Brasil. Temos escolas religiosas e litúrgicas. A vida monástica foi reconstruída, a qual é praticada em 10 centros monásticos. As paróquias têm clérigos jovens. A juventude organiza-se nas Irmandades da Juventude Ortodoxa. Efetivamente funciona a Irmandade dos Santos Cirilo e Metódio e outras. Hoje especialmente temos pelo que agradecer a Deus: pelas alegrias e pelas aflições. Todo aquele que tem ouvidos, ouça, e aquele que tem olhos, veja!

Irmãos e Irmãs! “Vinde todos, celebremos com fé o Nascimento de Cristo [...] vamos ao seu encontro com olhos puros e ações puras [...] Cristo nasce para restabelecer a imagem decaída” (Tropário da Ante-Festa)

Prostremo-nos com devoção diante do Senhor do universo deitado sobre a manjedoura (Jo. 9: 5), o Verdadeiro Sol de Justiça (Mal. 4: 2), e apresentemos-Lhe uma firme determinação para agir conforme a dignidade da vocação, para a qual fomos chamados, cheios da sábia humildade e mansidão, de paciência, cheios de amor e indulgência uns para com os outros, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Ef. 4: 3).

Saudamos a Todos: ao Clero, aos Monges e Monjas, às Crianças e aos Jovens e a Todos os Fiéis da Santa Igreja Ortodoxa da Polônia, no país e além de suas fronteiras, pela Festa do Nascimento de Cristo e pelo ano novo de 2019!

Em oração invocamos a bênção de Deus para todos.

Regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco (II Cor. 13: 11).


Cristo nasce! Glorificai-O!


Pela misericórdia de Deus, os humildes:


+ Sava, Metropolita de Varsóvia e toda Polônia
+ Abel, Arcebispo de Lublin e Chełm (Lúblin e Réum)
+ Tiago, Arcebispo de Białystok e Gdansk (Biauêstok e Gdânsk)
+ Jorge, Arcebispo de Wrocław e Szczecin (Vrótsuav e Xtchétchin)
+ Paíssios, Arcebispo de Przemyśl e Gorlice (Pxémexl e Gorlítse) 
+ Chrisóstomo, Arcebispo do Rio de Janeiro e Olinda-Recife
+ Gregório, Arcebispo de Bielsk (Biêlsk)
+ Ambrósio, Bispo do Recife
+ Atanásio, Bispo de Łódź e Poznań (Woodj (como no inglês) e Póznan)
+ Paulo, Bispo de Hajnówka (Rainúfka)
+ André, Bispo de Supraśl (Súpraxl)
+ Varsonófio, Bispo de Siemiatycze (Xemiatítche)

Nascimento de Cristo 2018/19.
Varsóvia

FOTO: Sé Metropolitana, Catedral de Santa Maria Madalena. Varsóvia / Polônia

A Divina Liturgia é verdadeiramente um dom do Espírito Santo à humanidade. É uma iniciação nos mistérios do Espírito, um modo...

A Divina Liturgia como um Dom do Espírito Santo para a humanidade




A Divina Liturgia é verdadeiramente um dom do Espírito Santo à humanidade. É uma iniciação nos mistérios do Espírito, um modo da revelação de Deus e de todas as coisas celestes. Não há nada na Liturgia não seja revelador da Divindade e das energias da Santíssima Trindade.

Pois sabemos e acreditamos que Deus é nosso Pai, vemos a Igreja, especialmente quando celebramos a Liturgia, como nossa verdadeira casa. Entramos e saímos livremente, fazemos o sinal da cruz, acendemos nossas velas, falamos com nossos amigos, e é fácil ver que que os Ortodoxos sentem que a Igreja como sendo sua casa. A Liturgia é nossa família reunida, nossa casa. E que casa espaçosa é essa! Juntos conosco estão aqueles que estão ausentes, junto com os pecadores, e com os iníquos e os mortos, mesmo aqueles que estão no inferno, mas que ainda podem se lembrar de algo sobre Deus. 


Então vamos para a Igreja, nossa casa, e somos verdadeiramente felizes. Isto é o maior privilégio que um cristão pode ter. Aqui experimentamos a graça de Deus. Experimentamos nossa salvação, os resultados da obra redentora de nosso Deus, de Cristo, o excelente "Sumo Sacerdote". Cristo vive por nós, ora por nós, e eleva Suas mãos ao Pai celestial.  Ele não cessa de urgir nossos santos - e particularmente Sua Mãe, a Theotokos - para interceder por nós ao Pai Celestial, por nossos corações, por nossos pecados, por nossos sofrimento, por nossas decepções com a vida. Então não pensem que, quando vamos a igreja, estamos entrando e saindo de um prédio comum. Em vez disso, subimos e entramos no Santo dos Santos, no próprio paraíso. 

Então, quando entramos na Igreja estamos atravessando a distância entre a igreja ao paraíso. Vemos o pão e o vinho, mas quem entre nós não acredita que sejam Cristo? Inalamos a fragrância do vinho e do pão, mas quem entre nós não acredita que isso seja o Corpo e o Sangue do Salvador? Este é um sacramento. Isto é o que um "mistério" da igreja significa. 

Nossa liturgia é um dom extraordinário. Ninguém é digno de tamanha grandeza. Ninguém pode fazer nada sem Deus. Somente ele faz essas magníficas bênçãos reais e as coloca em nossas mãos e corações.

E por isso dizemos: Agradecemos a Ti, Senhor nosso Deus, pois Tu derrubaste as fileiras dos anjos e nos elevou para o céu. Somos considerados dignos de estar diante do Pai celestial. Que benção! Que felicidade!


Mas cada um de nós pense em quão grande e rico Deus nos fez; quão grandemente Ele nos exaltou, apesar do fato de que somos pecadores! “Ai de mim”, disse o profeta Isaías, pois o próprio Deus desceu sobre mim e temo que eu morra. E isso é o que devemos dizer também quando chegamos à igreja. Devemos ter medo, mas também devemos nos alegrar. Devemos temer, mas nossos corações também devem pular de alegria, porque estamos abraçando Deus, e Deus está nos abraçando.


Por: Arquimandrita Aimilianos de Simonopetra

Fonte:https://blog.obitel-minsk.com/2018/06/the-divine-liturgy-as-gift-of-holy.html


pelo Hieromonge Damasceno Christensen  "O mistério da Tríade Una, já que tem haver com a Essência de Deus, é incompreensível não...

Incompreensibilidade da Tríade

pelo Hieromonge Damasceno Christensen 

"O mistério da Tríade Una, já que tem haver com a Essência de Deus, é incompreensível não apenas para a razão discursiva, mas também para intuição pura. É por isso que mesmo Lao Tzu não pôde chegar à conclusão disso. Estranho dizer que, com o mistério da Tríade revelado, o homem sabe mais sobre Deus do que jamais conheceu antes, mas também percebe mais plenamente a absoluta incognoscibilidade da Essência de Deus.


Tanto Lao Tzu e os antigos Gregos falaram sobre a incompreensibilidade do Absoluto, de seu «inominável» – que como Gi-ming Shien observa, é também ligado com o conceito de Lao Tzu de «nada». Enquanto o Ser Absoluto desses filósofos está além da razão discursiva, não é, por natureza, incompreensível para a pura intelecção humana, e pode ser definido positivamente como o Uno. Com o mistério da Tríade, a incompreensibilidade de Deus é mostrada radicalmente, de forma mais absoluta do que Lao Tzu ou os Gregos poderiam imaginar. Em “Os Nomes Divinos” – um tratado místico do Século IV, escrito na tradição de S. Dionísio  o Areopagita – o autor examina os nomes do Uno, que podem ser aplicado a Deus, e, então, compara com outro “nome mais subline” – que é Tríade, que ensina-nos que Deus, em última análise, não é nem único ou muitos, e é ao mesmo tempo, sendo incognoscível no que Ele é.

Deus é igualmente mônada e Tríade, escreve São Máximos o Confessor. O ponto máximo da revelação é, assim, uma antinomia, um paradoxo que não pode ser resolvido por poderes humanos. O Arquimandrita Sofrônio escreve: «Nossa mente racionalmente funcional está presa em um vício, incapaz de se inclinar para um lado ou para o outro, como uma figura crucificada em uma cruz ».

O que Lao Tzu chamou de «inominável» do Absoluto, encontra, assim, sua plenitude na revelação na Unidade Triádica como um fato primordial. É a realidade última, dado que não pode ser deduzido, explicado ou descoberto por meio de qualquer outra verdade; porque não há nada que seja anterior a isso. O pensamento humano, renunciando a todo apoio, encontra seu apoio em Deus. Aqui o pensamento ganha uma estabilidade que não pode ser abalada; a ignorância passa ao conhecimento.

São Gregório Nazianzeno , que pode ser chamado de «poeta da Santíssima Trindade», descreve belamente sua contemplação desta antinomia suprarracional: «Assim que concebo o Um, sou iluminado pelo esplendor dos Três; assim que eu os distingo, sou levado de volta ao Um. Quando penso em qualquer um dos três, penso Nele como um todo e meus olhos estão cheios, e a maior parte do que estou pensando me escapa. Não posso captar a grandeza daquele Uno, como atribuir maior grandeza ao resto. Quando contemplo os Três juntos, vejo apenas uma tocha e não posso dividir ou medir a Luz indivisa».

Se o Mistério da Tríade Una não pode ser deduzido através de poderes humanos, por que Deus revelou a Moisés quando Ele revelou o mistério da «EU SOU»? A resposta do Arquimandrita Sofrônio segue:

«Deus revelou-se na medida em que Moisés poderia compreender, pois Moisés não poderia captar toda a revelação: “Farei toda a minha bondade passar diante de ti e proclamarei o nome do Senhor diante de ti ... te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. ... E eu tirarei a minha mão, e me verás por trás, mas o meu rosto não será visto».

«Séculos se passaram antes que o verdadeiro conteúdo do surpreendente nome “EU SOU” fosse compreendido. Por todo o fervor de sua fé, nem Moisés, nem os profetas que eram seus herdeiros, apreciaram plenamente a bênção que lhes foi concedida. Eles experimentaram Deus principalmente através de eventos históricos. Se eles se voltaram para Ele em espírito, eles contemplaram na escuridão. Quando nós, filhos do Novo Testamento, carregamos o Antigo Testamento, notamos como Deus tentou sugerir aos nossos precursores que esse EU SOU é Um Ser e, ao mesmo tempo, Três Pessoas. Em certas ocasiões, Ele até mesmo fala de si mesmo como nós. "E Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança". "E o Senhor Deus disse: Eis que o homem se tornou como um de nós". Um caso ainda mais notável ocorre com Abraão: três homens apareceram para ele, mas ele se dirigiu a eles como se fossem apenas um ».

Aqui, ao falar do vislumbre da Trindade Una no Antigo Testamento, não podemos negligenciar a frase inicial no Capítulo 42 do Tao Teh Ching, em qur Lao Tzu escreve, «O Três produz todas as coisas». Comentando esta passagem, Gi-ming Slum diz que os três representam «a reconciliação do oposto» – que não está longe da explicação de São Gregório Nazianzeno do significado da Tríade: “A Tríade se contém em perfeição, pois é a primeira que supera a composição da díade”. Gi-ming Shiem declarou ainda que «o Três é o princípio da ordem», e é assim que «produz todas as coisas». Aqui pode ser visto que Lao Tzu, embora não tenha sido dado a conhecer o significado completo da Tríade, no entanto, percebeu que era um Princípio Criativo." -- A Incompreensibilidade da Tríade, Cristo o Eterno Tao, Hieromonge Damasceno Christensen 

" Disse também: Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então ...

O Filho Pródigo - Metropolita Anthony Bloom de Sourozh

"Disse também: Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome! Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo. Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo! Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado." – Lucas 15: 11-32


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"Está parábola é extremamente rica em significado. Nela repousa o centro da espiritualidade Cristã e de nossa vida em Cristo. Pega o homem em cada momento quando ele foge de Deus, abandonando Ele para seguir seus próprios passos nesta ilha de delírio, onde ele espera encontrar plenitude e vida em abundância. Está parábola descreve também o progresso – lento no começo e triunfante no final – que traz ele de volta, arrependido e livremente rendido para a casa de seu pai.

Um ponto primordial é que está parábola não é simplesmente a história de um único pecado. É o pecado na sua maior natureza essencial que é revelado para nós, junto com seu poder destrutivo. Um homem tinha dois filhos: o mais jovem clamava de seu pai o direito dele de herança. Estamos tão acostumados a uma restrição com que o Evangelho retrata a cena que a lemos sem perturbação – para nós, é apenas o começo da história. E ainda, se parássemos um momento para ver o que as palavras implicam, seríamos atingidos com horror. Está simples frase “Pai, dê-me...” significa ‘Pai, dê-me, aqui e agora, o que será meu de qualquer jeito quando você estiver morto. Eu quero viver minha vida, você está no caminho; não posso esperar para que morras, eu seria muito velho para aproveitar o que a riqueza e liberdade podem trazer-me: então, morra! Você não existe mais para mim, estou crescido, não preciso de pai, o que eu quero é liberdade e todos os frutos de sua vida e trabalho, morra e deixe-me ir’. Não é está a essência do pecado? Não falamos também para Deus tão suavemente como o filho mais jovem no Evangelho, mas com a mesma ingênua crueldade, pedindo a Deus todo que Ele pode nos dar, saúde, força corporal, inspiração, esplendor intelectual, tudo o que podemos ser e tudo que podemos ter, ao pegar dele e desperdiçá-lo, deixando completamente esquecido e abandonado? Nós também não cometemos este assassinato espiritual tanto contra Deus e contra nosso próximo – filhos e pais, maridos e esposas, amigos e relações, companhias na escola e no trabalho? Também não comportamos como se Deus e o homem não tivesse outro propósito além de labutar e dar-nos os frutos de suas vidas, suas vidas de fato, enquanto eles próprios não tem significado importante para nós? As pessoas, o próprio Deus, não são mais pessoas, mas circunstâncias ou coisas. E, tendo pegado tudo o que eles podem nos dar, viramos as costas para ele e encontramos nós mesmos infinitamente longe daqueles que não tem face mais para nós, sem olhos que podemos conhecer. Apagando a existência do doador, nós nos tornamos donos do nosso próprio direito e nos excluímos do mistério do amor, pois não somos mais capazes de receber e somos incapazes de dar. Está é a principal essência do pecado – excluir o amor, alegando dele que ama e dá que ele deveria sair de nossas vidas, aceitar a aniquilação e morrer; este assassinato metafísico do amor é o ato do pecado, o pecado de Satã, de Adão e Caim. 

[...]

Entretanto, veio o tempo em que a riqueza o traiu, e quando tudo se foi e nada resta para seus amigos, mas ele mesmo. De acordo com a inexorável lei do mundo secular e espiritual (Mateus 7:2: “com a medida que tiverdes medido vos hão de medir a vós”), todos abandonaram-no, pois não passou a ter necessidade para eles e seu destino espelha o de seu pai: ele não existe mais para eles, está só e destituído. Está faminto, sedento, sentindo frio, desolado e rejeitado. Foi deixado sozinho assim como ele deixou seu pai, mas enfrenta uma miséria infinitamente maior - seu nada interior; enquanto seu pai, apesar de desertado, foi rico com uma invencível caridade, essa caridade que o fez entregar sua vida pelo seu filho, aceitar a repudiação, assim seu filho poderia livremente seguir seu caminho. Ele encontra um trabalho, mas é para ele a maior miséria e degradação – ninguém o alimenta e ele não sabe como encontrar comida. E que humilhação ao cuidar dos suínos! Um símbolo de impureza para os Judeus, impuro como os demônios que Cristo o expulsa. Seu trabalho é uma parábola de seu estado, sua impureza interior coincide com a impureza ritual de seu rebanho de porcos. Ele alcançou o fundo do poço e, agora, na profundidade que lamenta sua miséria.

Nós também, frequentemente, lamentamos nossa própria miséria mais do que damos graças pela alegria de nossas vidas, não porque nossos sofrimentos são pesados, mas porque os encaramos tão covardemente, tão impacientemente. Abandonado por todos os seus amigos, rejeitado por todos os lados, ele permanece face a face consigo e, pela primeira vez, olha o interior.  Liberto de toda sedução e atração, de todas as mentiras e armadilhas que ele pensava ser libertação e realização, ele recorda de sua infância, o tempo quando ele tinha um pai, quando não era um órfão, ainda não tinha se tornado um errante sem lar. Ele percebe também que o assassinato moral que cometeu não matou pai, mas ele, que seu pai deu sua vida com total amor que ele poderia permitir-se à esperança, e levantou-se, deixando para trás sua existência precária, partiu para a casa de seu pai, resolveu-se atirar-se aos pés da misericórdia de seu pai. Não é apenas a lembrança de sua casa, do fogo na lareira e de uma mesa carregada de comida que o faz começar; a primeira palavra de sua confissão não é “perdoa-me”, mas “Pai”. Ele recorda-se que o amor de seu pai foi lhe dado livremente, e que todas as boas coisas da vida vieram dele, (Cristo disse “Buscai primeiro o Reino de Deus, e o resto vos será dado por acréscimo”). Ele não está voltando para um estranho que não o reconheceria, para alguém que ele diria “Não se lembra de mim? Houve um tempo quando você tinha um filho que te traiu e abandonou, sou eu”. Não, é o nome de “pai” que brota do fundo, que acelera seu ritmo, que permite-o esperar. E nisto ele descobre a natureza verdadeira do arrependimento, pois o verdadeiro arrependimento mistura-se a visão própria do mal e a certeza de que existe um perdão para nós, pois o amor verdadeiro não pode falhar nem ser extinto. Quando há apenas uma desesperançosa visão de nossas próprias faltas, o arrependimento permanece incompleto; traz remorso e pode levar ao desespero. Judas não entendeu o que ele tinha feito, viu que sua traição era irremediável; Cristo foi condenado, ele tinha morrido. Mas ele não se lembrou que o Senhor se revelou a si mesmo e ao Seu Pai Celestial, ele não entendeu que Deus não o trairia como ele o traiu. Ele perdeu toda esperança, e saiu e enforcou-se. O seu pensamento estava com seu pecado, com ele mesmo, não com seu Deus, o Pai de Jesus e seu Pai, também."

Na festa da Natividade de Nosso Senhor foram recebidos na Santa Igreja, Macário (Victor), Marcelo, Felipe e Leão (Leonardo) quatros...

Natal 2018 - Catedral da Santíssima Virgem



Na festa da Natividade de Nosso Senhor foram recebidos na Santa Igreja, Macário (Victor), Marcelo, Felipe e Leão (Leonardo) quatros jovens de Belo Horizonte – MG por Sua Excelência Reverendíssima D. Crisóstomo, Arcebispo Ortodoxo do Rio de Janeiro e Olinda-Recife. Foi um grande júbilo para nós e a comunidade da Catedral.

"Cada um de nós teve um caminho em direção à Igreja, mas esses caminhos, mesmos que tortuosos em certos momentos, pode nos levar ao Corpo Místico de Cristo. Assim como os adoradores de um astro, que de um astro aprenderam a adorar e reconhecer à Cristo, nós também aprendemos, através de nossas experiências pessoais, a ver a Cristo como sendo a Verdade e o único caminho verdadeiro. 

Os cânticos, leituras, orações e tropários, durante a vigília e a Sagrada Liturgia, nos relembravam cada vez mais que Deus estava ali presente. Este Deus havia de fato se encarnado e que era possível conhece-Lo, não como uma ideia abstrata, mas como uma pessoa em Jesus Cristo. 

Quando o bispo nos chamou a nos apresentar, uma tremenda alegria e temor tomou conta dos nossos corações pois, a partir desse momento, nossas vidas não seriam mais as mesmas. Ao sermos ungidos com “o selo do Dom do Espírito Santo” sentimos uma alegria semelhante a da Santíssima Theotokos quando o Espírito Santo desceu e cobriu-a ao aceitar ser Mãe de nosso Deus, sentimos o júbilo dos Santos Apóstolos durante o Pentecostes. Ao sermos tonsurados, confessamos a nossa obediência a Cristo e sua Igreja, assim como os Santos Apóstolos, Profetas, Mártires e Padres.

Terminado o rito de Crisma e tonsura, D. Crisóstomo disse-nos que agora somos definitivamente membros da Igreja, e que poderíamos contar com a ajuda espiritual de 250 milhões de fiéis reunidos ao redor do mundo, e, ainda mais, que podíamos contar com a ajuda daqueles que já alcançaram a união plena com Deus nos céus, e que não cessam de interceder por nós. E, assim como os magos, que após terem adorado à Cristo, “partiram para a sua terra por um outro caminho”, nós também seguimos este outro caminho. Mas não mais como os mesmos simples homens que entraram naquela Catedral, e sim como servos e amigos de Deus."

Macário Victor

† Mensagem De Natal do Santo Sínodo dos Bispos da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia ao Venerável Clero, aos amantes de Deus...

Mensagem de Natal 2018



Mensagem De Natal
do Santo Sínodo dos Bispos da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia
ao Venerável Clero, aos amantes de Deus Monges e Monjas
e a Todos os amantes de Deus Cristãos Ortodoxos


Cristo nasce!



„Todos juntos: os Anjos nos céus dançam e rejubilam-se neste dia, enquanto exulta a criação inteira por causa do Salvador que é nascido em Belém, pois a mentira dos falsos ídolos chegou ao fim para que reine o Cristo pelos séculos„ (Lc. 2, 10-11).


A Santa Igreja, nossa Mãe, novamente nos chama, para que juntos com o mundo angélico e toda a criação, celebremos a vinda ao mundo de Jesus Cristo. Cristo entrou para a história do mundo em forma de homem, que nasceu “do Espírito Santo e da Virgem Maria”, para trazer ao mundo a paz, anunciar o amor e renovar toda a criação.

São João Crisóstomo considera o Nascimento de Cristo o ápice de todas as outras festas, pois ela é o início de tudo o que virá depois: o Seu Batismo, a Sua Paixão e a Sua Ressurreição.

O Nascimento de Cristo é um ato único e inigualável, salvífico, para toda humanidade (1) e eterno, o qual é vivido e alcançado pela fé em Cristo. A Santa Igreja exalta: “Vós todos os que foram batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo. Aleluia!”.

Ele, o nosso Salvador, manifestou o Seu amor para com a decaída raça humana, e sendo o “incircunscritível [que] nasceu numa gruta”. Desta maneira brilhou sobre o mundo o “Sol de Justiça”, para curar a natureza humana e elevá-la até os céus.

Irmãos e Irmãs! Unindo-nos ao mundo angélico, exaltemos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra, aos homens, boa vontade”. Esta misteriosa e celeste boa vontade é percebida na Igreja na relação com todo o universo. Também por isso nós exaltamos: “Deus está conosco, compreendei, ó nações, submetei-vos, porque Deus está conosco”.

Na noite da Natividade de Cristo a alegria espiritual é enorme. Ela preenche nossos corações e nossas casas. Conforme a nossa tradição ortodoxa, os dias que sucedem após a festa da Natividade de Cristo até a festa do Batismo do Senhor, são chamados de “dias santos”. Esta denominação está relacionada ao estado festivo dos Fiéis, conscientes de que a vinda ao mundo do Menino Cristo traz ao mundo a possibilidade de se alcançar a vida eterna.

O santo bispo Leão o Grande escreve: “Alegremo-nos, pois é nascido o nosso Salvador! Não deve haver lugar para o sofrimento lá onde habita a nascida Vida, que havendo destruído o medo diante da morte, nos dá a alegria de possuirmos a prometida eternidade. Que alegre-se o santo, pois ele se aproxima da glória. Que exulte o pecador, pois a ele é concedido o perdão. Que o pagão encontre inspiração, pois ele é chamado para a vida”.

O chamado da Igreja, afirmando que no Nascimento de Cristo o homem recebe o perdão, dá testemunho de que Deus em todo homem vê a Sua imagem. Por isso também o homem deve ser a imagem de Deus no mundo.

Irmãos e Irmãs! O mundo atual está cheio de dificuldades, decepções materiais e espirituais. Atualmente o ser humano experimenta numerosos distúrbios e quedas, que levam à dissolução da família e da sociedade. A humanidade sofre por causa de diversas guerras fratricidas, por causa do terrorismo, das patologias, da matança de crianças não nascidas, etc. No mundo há muita injustiça, violência, mas muito pouca oração, amor, abstinência.

Nós, Cristãos Ortodoxos, guardando intactos os ensinamentos de Cristo, temos o dever de dar bom exemplo, praticando o bem para com o mundo que nos cerca. O Deus e homem, Cristo, nos ensina como devem ser os Seus discípulos: Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (J 13, 35).

O Cristo recém-nascido traz à humanidade a paz e o silêncio interior. Por isso também a festa do Nascimento de Cristo é a festa da paz, do amor e da esperança.

Irmãos e Irmãs! O ano de 2017 foi para a nossa Igreja um ano repleto de acontecimentos. Partiram de nós para a eternidade dois arquipastores, que por longos anos serviram a Santa Igreja. Elegemos e realizamos a sagração episcopal de quatro novos servos do Altar do Senhor. Rendemos graças a Cristo, a Cabeça da Igreja, pelo Seu amor para conosco.

O ano de 2018 é para a Polônia, e da mesma forma para nós, o ano do jubileu de 100 anos da conquista da Independência. Neste período, no ano de 1924, a nossa Igreja recebeu a autonomia, autocefalia, e entrou para a família internacional das Igrejas Ortodoxas Locais. Esta foi uma grande realização, pela qual nós expressamos nossa gratidão à Providência Divina.

Por outro lado, a Igreja passou por numerosas provações. No ano de 1938 muitos de nossos templos foram destruídos, o patrimônio da Igreja foi tomado, foi imposta à Igreja uma lei discriminatória sobre sua administração. Foi realizada а Operação Vístula, trágica em suas consequências. A 2ª Guerra Mundial destruiu quase completamente a Igreja. Apesar de todas essas dificuldades, nesse período muitos de nossos irmãos e irmãs deram suas vidas pela Santa Ortodoxia. A Igreja, como Mãe, os anunciou como santos, realizando sua canonização na presença de todas as Igrejas Ortodoxas. Exultem os santos na glória (Sl 149, 5).

Nossos ancestrais, fiéis aos seus Pais, guardaram a fé ortodoxa, a cultura espiritual, a língua litúrgica, transmitindo-os até nós. Graças ao seu zelo, à sua perseverança e ao seu amor pela Santa Igreja, hoje vivemos e louvamos o nascido Deus e homem Jesus Cristo, cantando: “Glória a Deus por tudo, pelas alegrias e pelas provações”.

À nossa Pátria e aos seus governantes, no ano do jubileu de 100 anos da conquista da Independência, desejamos muitas graças do Senhor e a ajuda de Deus. Possam eles guiar a Nação sabiamente, atentos também para o bem da Santa Igreja Ortodoxa.

Irmãos e Irmãs! Hoje, quando nos lembramos de que “para nós nasceu a pequena Criança, o Deus pré-eterno”, convidamos a todos, para que fortaleçam o empenho no serviço à Santa Igreja e no aperfeiçoamento espiritual. Não enfraqueçamos em nosso zelo e responsabilidade pela nossa Igreja, guardemos nossos costumes, a cultura espiritual, a língua. Para isso Cristo nos chama: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos (Jo 8, 31).

Ao Menino Cristo ofereçamos nossa fé e a promessa de que agiremos de forma digna de sermos chamados cristãos ortodoxos, pois assim fomos chamados, para que nos portemos com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-nos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Ef 4, 1-3).

Saudamos cordialmente ao venerável Clero, aos amantes de Deus Monges e Monjas, à Juventude, às Crianças e a todos os Fiéis da nossa Igreja pela festa do Nascimento de Cristo e pelo ano novo de 2018!


Cristo nasce! Glorificai-O!


Pela misericórdia de Deus, os humildes:

+ Sawa, Metropolita de Varsóvia e toda Polônia
+ Abel, Arcebispo de Lublin e Chełm
+ Jakub, Arcebispo de Białystok e Gdansk
+ Jerzy, Bispo de Wrocław e Szczecin
+ Paisjusz, Bispo de Przemyśl e Gorlice
+ Chrisóstomo, Arcebispo do Rio de Janeiro e Olinda-Recife
+ Grzegorz, Arcebispo de Bielsk
+ Atanazy, Bispo de Łódź e Poznań
+ Ambrósio, Bispo do Recife
+ Pawel Bispo de Hajnówka
+ Andrzej, Bispo de Supraśl
+ Warsonofiusz, Bispo de Siemiatycze


Nascimento de Cristo 2017/18.
Varsóvia

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Natal 2018 - Paróquia de Santa Catarina a Grande

“Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo-Senhor.” (Lc. 2,1) Neste dia 06/01/2018 na Paróquia de São Pedro e São Paulo  foi re...

Natal 2018 - Paróquia dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo


“Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo-Senhor.” (Lc. 2,1)


Neste dia 06/01/2018 na Paróquia de São Pedro e São Paulo  foi realizada a sagrada Liturgia do Natal, ou seja, da natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presidida pelo Padre Emiliano Camilo e com a participação de um grande número de fiéis. Após a Sagrada Liturgia houve uma apresentação do Coral São Pedro e São Paulo de Mamanguape-PB que, sob a regência de nosso fiel João Robson, iluminaram mais ainda a noite com dois clássicos natalinos. 



Entronização de D. Atanásio pelo Metropolita Sawa D. Atanásio, novo bispo de Lodz e Poznan Em 24 de setembro próximo...

Sagração de Bispos na Polônia



Entronização de D. Atanásio pelo Metropolita Sawa

D. Atanásio, novo bispo de Lodz e Poznan

Em 24 de setembro próximo passado na Catedral Metropolitana de Santa Maria Madalena em Varsóvia, teve lugar um acontecimento histórico para a Igreja Ortodoxa da Polônia – a quirotonia episcopal do superior do Mosteiro de Santo Onofre de Jableczna arquimandrita Atanásio (Nos). Foi a primeira quirotonia em 10 anos em nossa Igreja. O bispo Atanásio será o bispo de Lodz e Poznan antiga cátedra do falecido Arcebispo D. Simon de memória eterna.

Arquimandrita Pawel (Paulo Tokajuk) antes de sua sagração

Bispo Pawel (Paulo Tokajuk)

No dia 25 de setembro próximo passado na Catedral Metropolitana de Santa Maria Madalena em Varsóvia ocorreu a quirotonia episcopal seguinte de acordo com decisão do Santo Sínodo da Santa Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia do dia 24 de agosto próximo passado. Foi sagrado o Arquimandrita Pawel (Paulo Tokajuk) que recebeu o título de bispo de Hajnówka.

Arquimandrita Andrzej (André Borkowski) antes da sagração

Bispo Andrzej (D. André Borkowski) recebendo as insignias episcopais de S. Exª Rvmª Dom Sawa

Em 27 de setembro próximo passado no dia da Festa da Exaltação da Venerável e Vivificante Cruz na Catedral de São Nicolau em Bialystok ocorreu a quirotonia episcopal do superior da Lavra de Suprasl, Arquimandrita Andrzej (André Borkowski). De acordo com decisão do Santo Sínodo da Santa Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia de 24 de agosto de 2017. O Arquimandrita foi escolhido bispo de Suprasl, vigário da Diocese de Bialystok-Gdansk.

Bispo Warsanofiusz (Doroszkiewicz) recebendo a mitra

Bispo Warsanofiusz (Doroszkiewicz) ao lado do Metropolita Sawa

No domingo 8 de outubro próximo passado na Igreja dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo em Siemiatycz teve lugar um acontecimento histórico para os fieis ortodoxos desta região assim como para toda a Igreja Ortodoxa da Polônia. Neste dia recebeu a sagração episcopal o Arquimandrita Warsanofiusz (Doroszkiewicz) que se tornou bispo de Siemiatycz. Nesta paróquia que conta 586 anos muito provavelmente ocorreu a primeira quirotonia episcopal.

Artigo do Arquimandrita Jerônimo

Antes de ser um metafísico, Máximo é um monge e todo o seu pensamento está ordenado segundo as perspectivas de uma antropologia espir...

A Doutrina Espiritual de Máximo, o Confessor



Antes de ser um metafísico, Máximo é um monge e todo o seu pensamento está ordenado segundo as perspectivas de uma antropologia espiritual. Trata-se, antes de tudo, de fazer o homem tomar consciência da condição de miséria e de morte na qual se encontra, de fazer com que conheça sua origem e de descortinar os caminhos que lhe permitirão restaurar a unidade, em si mesmo e com os outros seres. Ora, surge no curso dessa pesquisa, que somente Deus pode ser princípio de unidade porque nele não há nenhuma pluralidade.
O homem deve, pois, se dispor a reencontrar com Deus a comunhão perdida. Não seria o caso de uma comunhão no plano do ser, a distinção de naturezas é absoluta; trata-se de uma comunhão na ordem do agir pela perfeita conformidade da vontade humana com a vontade divina. Mas o homem não tem o poder de elevar-se, por si mesmo, a esta retificação de seu querer; ele está profundamente estraçalhado no mais íntimo de si mesmo, escravo dos impulsos de animalidade aos quais, imprudentemente, se entregou na sua primeira decisão livre. É necessário que a natureza seja restaurada. Ela o é no Verbo encarnado, o Cristo, que livremente assumiu a humanidade e a uniu, em si, à divindade, “sem diminuição, sem confusão e sem alteração”, segundo a fórmula da ortodoxia calcedônica. É, pois, em função dessas preocupações mais imediatas que Máximo se empenhará na defesa da ortodoxia e que o levará a uma luta sem piedade contra o monotelismo desde que tomou consciência das consequências dessa doutrina.
O monotelismo recusando em Cristo, a autonomia da vontade humana e a liberdade de suas decisões, terminaria, com efeito, por suprimir radicalmente, esvaziando-a de toda significação, a conformidade do querer humano com a vontade divina, quer dizer, por evacuar a única forma de divinização que não arrasta uma concepção panteísta. Um estudo aprofundado de tudo o que implicaria a unidade de ser do Cristo segundo a ortodoxia calcedônica levada às suas últimas consequências é, pois, a chave mestra de toda a doutrina de Máximo.

Neste final de semana de 24 a 26 de agosto, o Arcipreste Bento da Catedral da Santíssima Virgem Maria da cidade do Rio de Janeiro, esteve ...

Arcipreste Bento visita os catecúmenos de Belo Horizonte


Neste final de semana de 24 a 26 de agosto, o Arcipreste Bento da Catedral da Santíssima Virgem Maria da cidade do Rio de Janeiro, esteve visitando os catecúmenos da futura Missão Ortodoxa de Belo Horizonte com a bênção do Arcebispo Dom Crisóstomo.

Na oportunidade foi tratado assuntos referentes ao futuro da comunidade, orientação espiritual e catequese para os catecúmenos da capital mineira.


INTRODUÇÃO À TRADIÇÃO ASCÉTICA DA IGREJA DO ORIENTE Santo Ignace Briantchaninov INTRODUÇÃO: O Homem não pode ficar sem pe...

Introdução à Tradição Ascética da Igreja do Oriente



INTRODUÇÃO À TRADIÇÃO ASCÉTICA DA IGREJA DO ORIENTE
Santo Ignace Briantchaninov


INTRODUÇÃO:
O Homem não pode ficar sem pensar e sem ter sentimentos, pois isto é sinal de vida no homem. O espírito não cessa de dar nascimento aos pensamentos e o coração aos sentimentos.
O comportamento piedoso tem de estar de acordo com uma atividade da alma agradável a Deus. Sob pena de incorrermos em presunção e hipocrisia
O espírito e o coração devem receber os ensinamentos do Evangelho.


I
Deve-se ler as Sagradas Escrituras para impregnar a memória, a fim de obter seu ensinamento sempre presente no espírito, em cada desenvolvimento moral, em cada ato e em cada pensamento.
Somente assim ser-se-á salvo e ainda entrar-se-á em comunhão mais íntima com Deus e tornar-se-á templo do Espírito Santo.
Espiritualmente o Senhor só se manifesta ao homem que cumpre os mandamentos.
Para aquele que negligencia o Espírito pesa nele uma predição de esterilidade espiritual, de distanciamento de Deus... De perdição!!
Para ser salvo o homem carnal tem de ser mudado em homem espiritual.
Falta ao homem livrar-se não somente da influencias da carne, das paixões grosseiras, mais ainda da influência do sangue, por intermédio do qual as paixões agem de uma maneira sutil sobre a alma.
II
É segundo os mandamentos do Espírito que nós seremos julgados.
O julgamento será pessoal, imediatamente após a morte de cada cristão, e ele será geral quando do segundo Advento de Nosso Senhor.
O homem é voluntariamente submisso ao Anjo caído. O homem deve, por consequência, começar por acertar suas contas com ele.
III
Estudando o Espírito, em te esforçando na execução dos Seus preceitos em ação, em palavras e em pensamentos, tu seguirás a vontade do Senhor e a Tradição ascética e moral da Igreja. (PS. 77,1) (PS. 1,1-3).
IV
Unicamente aqueles que cumprem a Justiça de Deus podem herdar a terra. Quer dizer, reinar sobre seu coração, sua carne, seu sangue.
V
Manter-se fisicamente longe do “abismo” para que o Inimigo não encontre em nós um aliado de nossa queda.
As ocasiões de queda (o pecado) o vinho, as mulheres, a riqueza, o cuidado excessivo do corpo, o poder, as honras...
Estas coisas não são pecados nelas mesmas. Mas em razão de nossa fraqueza, nossa natureza é facilmente arrastada pelas ilusões do Inimigo, a cometer diversos pecados.
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