A primeira parte da Semana Santa apresenta-nos uma série de temas com base principalmente nos últimos dias da vida terrena de Jesus. ...

A Semana da Paixão: Grandes Segunda, Terça e Quarta-feira - (Semana Santa Ortodoxa)



A primeira parte da Semana Santa apresenta-nos uma série de temas com base principalmente nos últimos dias da vida terrena de Jesus. A história da Paixão, como gravada pelos evangelistas, é precedida por uma série de incidentes localizados em Jerusalém e uma coleção de parábolas, ditos e discursos centrados na filiação divina de Jesus, o Reino de Deus, a Parusia [Segunda vinda], o castigo da hipocrisia e os obscuros motivos dos líderes religiosos do tempo de Jesus. 

O Serviço [Matinas] da Santa segunda, terça e quarta-feira é chamado de Serviços do Noivo, e recebem o nome da figura central na parábola bem conhecida das Dez Virgens (Mateus 25:113). O Noivo do título sugere a intimidade do amor. Não é por acaso que o Reino de Deus é comparado a um banquete nupcial e uma câmara nupcial. O Cristo da Paixão é o Esposo divino da Igreja. Esta imagem conota a união definitiva do amante e o amado. Então, o título "Noivo", também sugere a Parusia.

Cada dia da Semana da Paixão tem seu próprio tema particular. O tema da Grande Segunda-feira ( já comemorada à noite no Domingo) é o tema da árvore estéril (figueira) (Mateus 21: 18-20), que não produz fruto e é por isso condenada.

Na Grande Terça-feira (celebrada na noite de segunda-feira) o tema é a vigilância das virgens prudentes (Mateus 25: 1-13), que, ao contrário de suas irmãs loucas, estavam prontas quando o Senhor veio a elas. 

Na Grande Quarta-feira (celebrada na noite terça-feira), o foco é sobre a mulher pecadora (Mateus 26: 6-13) que se arrepende. Grande ênfase se da nesse oficio litúrgico para reflexão a respeito da comparação entre a mulher que se arrepende (que era uma prostituta, uma pecadora, mas que é salva), com Judas, que era um apóstolo escolhido e que vai se perder. A mulher dá a sua riqueza a Cristo e beija seus pés; Judas trai Cristo pelo dinheiro, e o faz com um beijo. 

Algumas atividades sugeridas para as famílias : 

Procure participar de tudo nesses dias com os seus filhos. Arranje tempo para ler os "temas", as lições do Evangelho. Fale com os seus filhos sobre a segunda vinda de Cristo, lembrando que "Ele virá novamente", como recitamos no Credo. Nosso Senhor nos recorda durante os três primeiros dias da Semana Santa, como foi feito em muitas ocasiões durante a Grande Quaresma, que é preciso estar atento e se arrepender enquanto ainda há tempo. 

Na Grande terça-feira a Igreja rememora duas parábolas, as quais estão relacionadas com a Segunda Vinda. Uma delas é a parábola das dez virgens (Mt 25,1-3); a outra é a parábola dos talentos (Mt 25,14-30). Estas parábolas apontam para a inevitabilidade da Parusia [Segunda Vinda] e tratam de assuntos como a vigilância espiritual, administração dos bens, prestação de contas e sobre o julgamento. A partir dessas parábolas somos levados a pensar sobre pelo menos duas coisas básicas: 

  • Em primeiro lugar, o Dia do Julgamento será como a situação em que as damas de honra (ou virgens) da parábola encontraram-se: alguns de nós vão estar prontos para isso, alguns de nós não vão estar prontos. O tempo de buscar por Deus é agora, e não em algum outro ponto indefinido no futuro. A tragédia da porta fechada é que somos nós que vamos a fechar e não Deus. A exclusão da festa de casamento, a exclusão do reino é de nossa própria responsabilidade .
  • Em segundo lugar, somos lembrados de que a vigilância e a prontidão não significam um estorvo, um mero cumprimento sem espírito de obrigações formais e vazias. Certamente, cumprir simplesmente ritos sem espírito e fé não significa lutar contra a inatividade e a preguiça. A Vigilância aqui significa estabilidade interior, sobriedade, tranquilidade e alegria. Vigilância é a determinação pessoal e profunda para encontrar e fazer a vontade de Deus, abraçar todos os mandamentos e todas as virtudes, e proteger o intelecto e o coração de pensamentos e más ações. Vigilância é o intenso amor de Deus. 

Rev. Presbítero Peter Orfanakos


FONTE: O Cetro Real

Na semana seguinte ao Domingo de Santa Maria do Egito é chamada de a Semana dos Ramos. Nos serviços da terça-feira desta semana, a ...

5º Sábado da Grande Quaresma: O Sábado de Lázaro; e o Domingo de Ramos



Na semana seguinte ao Domingo de Santa Maria do Egito é chamada de a Semana dos Ramos. Nos serviços da terça-feira desta semana, a Igreja recorda que o amigo de Jesus, Lázaro, morreu e que o Senhor vai ressuscitá-lo dentre os mortos (João 11).  À medida que o sábado continua, a Igreja, em seus hinos e versos, continua a seguir Cristo para Betânia ao túmulo de Lázaro. Na noite de sexta-feira, véspera da celebração da ressurreição de Lázaro, o "Grande Jejum" da Grande Quaresma é formalmente levado a um fim: 

"Tendo realizado os quarenta dias para o benefício de nossas almas, oramos a Ti, ó Amigo do homem, para que possamos ver a Semana Santa da Tua paixão, e que possamos glorificar a tua indivisível grandeza e o teu plano de salvação para a nossa causa . " (Hino das Vésperas) 

O Sábado de Lázaro é uma celebração pascal. É a única vez no ano que a Igreja comemora o serviço pascal de domingo em um outro dia. Na liturgia do Sábado de Lazaro, a Igreja glorifica a Cristo que nos dá "a Ressurreição e a Vida", e que ao levantar Lázaro, confirmou a ressurreição universal da humanidade, antes mesmo de Seu próprio sofrimento e morte. 

"Ao levantar Lázaro da morte antes da Tua paixão, tu confirma a ressurreição universal, Ó Cristo Deus! Como filhos com os ramos de vitória, clamamos a Ti, ó Conquistador da Morte: Hosana nas alturas! Bendito aquele que vem em nome do Senhor!" (Tropario). 

Na Divina Liturgia do Sábado de Lázaro, verso batismal de Gálatas:Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo (Gálatas 3:27) substitui o Triódio indicando assim o caráter pascal da celebração, e o fato de que o Sábado de Lázaro era tradicionalmente um dia de batismos dos catecúmenos.

Por causa da ressurreição de Lazaro, Cristo foi saudado pelas massas como o tão esperado Messias-Rei de Israel. Assim, em cumprimento das profecias do Antigo Testamento,Ele entrou em Jerusalém, a Cidade do Rei, montado em uma jumenta (Zac 9:9; Jo 12:12). 

A multidão saudou com ramos em suas mãos e chamou-o com gritos de louvor: Hosana! Bendito aquele que vem em nome do Senhor! O Filho de David! O Rei de Israel! Devido a essa glorificação do povo, os sacerdotes e escribas foram finalmente convencidos da necessidade de o matar(Lc 19:47, Jo 11:53, 12:10). 

A festa da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, o Domingo de Ramos, é uma das Doze grandes festas da Igreja, e os serviços deste domingo decorrem diretamente do Sábado de Lázaro. O edifício da igreja continua a vivenciar o esplendor pascal, repleto de hinos que continuamente repetem o Hosana oferecido a Cristo como Rei-Messias que vem em nome de Deus Pai para a salvação do mundo. 

O tropário principal do Domingo de Ramos é o mesmo cantado no Sábado de Lazaro. É cantado em todos os serviços, e é usado na Divina Liturgia como a terceira antífona que segue o salmo e outros versos que são cantados como as antífonas litúrgicas no lugar das que são normalmente usadas. 

O tropário do dia da festa, bem como o kondákio e os outros versos e hinos, todos glorificam Cristo em sua manifestação triunfal "seis dias antes da Páscoa", quando Ele vai Se dar na Ceia e Na cruz para a vida do mundo. 

"Hoje, a graça do Espírito Santo, nos reuniu. Vamos todos tomar a Tua Cruz e dizer: Bendito Aquele que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas (Primeiro verso das Vésperas).

Na vigília da festa do Domingo e Ramos as profecias do Antigo Testamento sobre o Rei Messias são lidas juntamente com o Evangelho da entrada de Cristo em Jerusalém. Nas Matinas são abençoados os ramos que o povo carregará durante a celebração como sinal da glorificação de Jesus como Salvador e Rei. 

Como as pessoas carregam seus ramos e cantam suas canções para o Senhor no Domingo de Ramos, estes são julgados em conjunto com a multidão de Jerusalém. Pois foi da mesma multidão que gritava Hosana a Cristo, a voz que, poucos dias depois, gritou: Crucifica-o! 

Assim, na liturgia da Igreja, a vida dos homens continua a ser julgada, tanto referente aos que carregaram os ramos "da vitória" de Cristo, quanto em relação aos que lançaram pedras e espinhos da Sua Paixão voluntária.

             ² OCA

Durante todo o dia de hoje, os padres ortodoxos visitaram as casas das famílias que residem na Missão Ortodoxa de Santo Antônio, o Gr...

Visitação às famílias na Missão Ortodoxa de Santo Antônio o Grande em Catolé/Jacaraú-PB



Durante todo o dia de hoje, os padres ortodoxos visitaram as casas das famílias que residem na Missão Ortodoxa de Santo Antônio, o Grande em Catolé (Zona rural de Jacaraú-PB). Acompanhados do Hierodiácono João, do Acólito Adriano e alguns fieis, o Arquimandrita Jerônimo e o Padre Emiliano caminharam por toda a região desde o início da manhã desta sexta-feira até o anoitecer. Em cada casa os padres rezaram com as famílias, conhecendo de perto as realidades de cada uma e as exortando a uma santa vivência na fé ortodoxa. Apesar do calor, dos quilômetros a pé, das subidas e decidas em um terreno de difícil acesso, todos peregrinaram sem esmorecer. As crianças da região acompanharam os padres, dando ânimo e participando dos cânticos e orações.

À noite, os padres atenderam os fieis com o sacramento da reconciliação e, logo após, encerraram o dia de visitas com um oficio onde boa parte da comunidade local se fez presente. As visitas foram algo inédito para este povo que, por muitas gerações, viveram praticamente isolados de qualquer denominação religiosa. A localização da comunidade e o estilo de vida simplório de seus moradores causa desinteresse para os que, se dizendo cristãos, visam apenas o lucro com a fé e inocência do povo brasileiro.



FOTOS: Fiel João (Robson)





























































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